PARASITOSES INTESTINAIS EM CRIANÇAS: PROJETO EM UNIDADE ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE CAÇADOR-SC

Douglas Stokmann, Eduardo Sttocco da Silva, Gabriely Ap. de Oliveira, Handriely Schumacher Borges, Emyr Hiago Bellaver

Resumo


As parasitoses intestinais ainda são um grave problema de saúde pública, que geralmente é associado ao baixo nível socioeconômico e as más condições de saneamento básico. No mundo, cerca de 25% das doenças parasitárias infecciosas são causadas por helmintos ou protozoários, as chamadas enteroparasitoses, acometendo as mais variadas idades o que leva a estimativa de que cerca de 2 bilhões de pessoas, sobretudo crianças, estejam parasitadas. As crianças são mais susceptíveis a contraírem tais parasitas seja por sua maior exposição a estes agentes, pela imaturidade do seu sistema imunológico, maus hábitos e/ou higiene ineficaz. Estudos denotam que em crianças que frequentam creches as chances de adoecimento são maiores quando comparadas aquelas que são cuidadas exclusivamente em casa, mais além, sinais como déficit de atenção, perda acentuada ou progressiva de peso acompanhada ou não de diarreia, anemia, dores abdominais, inquietude, irritabilidade e cansaço estejam relacionados ao acometimento de parasitoses em crianças e que em alguns casos, se não tratados, podem levar a óbito. Objetivou-se neste trabalho através do projeto de pesquisa “Parasitoses intestinais em crianças: Projeto em uma unidade escolar do município de Caçador-SC”, aplicado na disciplina de parasitologia básica e clínica do curso de farmácia da Universidade Alto Vale do Rio do peixe, levantar dados sobre o acometimento de enteroparasitoses em crianças nas faixas etárias de 6 a 7 anos, através da pesquisa de ovos e cistos nas fezes. Após parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos sob número 79484317.2.0000.559, deu-se o início da aplicação do projeto. Constatou-se que 62,5% das crianças voluntárias (n=8) matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental de uma escola pública situada em uma área carente do município, encontravam-se parasitadas e, dos achados, 25% correspondiam a ovos férteis de Ascaris lumbricoides, 12,5% a ovos de Trichuris trichuira, 12,5% a cistos de Giardia lamblia e 37,5% de Endolimax nana. Ao término das análises, um laudo laboratorial com o resultado das observações foi entregue aos pais com cópia à Unidade Básica de Saúde do bairro que se responsabilizou com segmento do tratamento das crianças. Busca-se com projetos de pesquisas como este, fortalecer o eixo ensino-pesquisa-extensão formando profissionais com uma visão voltada a atenção básica, promovendo saúde, propondo melhorias e interferindo significativamente nos eixos deficitários do sistema de saúde.

 

Palavras-chave: Enteroparasitoses. Escola pública. Saúde pública. Crianças. Parasitose infantil.


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ISSN: 2317-9791

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