VALIDAÇÃO DE METODOLOGIA ANALÍTICA PARA REALIZAÇÃO DE TESTE PRELIMINAR DE INDENTIFICAÇÃO DE MACONHA (Cannabis sativa spp) PARA FINS FORENSES

Julia Tristão, Monica Meira dos Santos, João Vitor Paveski, Marcio Bolzan, Talize Foppa

Resumo


Testes de cor fazem parte dos mais antigos instrumentos para a identificação presuntiva de drogas e venenos por toxicologistas e criminalistas. Um dos testes químicos mais utilizados para triagem da Cannabis sativa é o de Fast Blue B, entretanto alguns inconvenientes do teste, como extração prévia com solvente orgânico e posterior impregnação em papel filtro, tornam sua realização em campo praticamente inviável. Além disso, o uso de clorofórmio como um dos componentes de extração torna o reagente extremamente volátil, alterando sua composição. Desta forma o objetivo do trabalho foi alterar a metodologia de Fast Blue B e validar sua utilização para fins de identificação preliminar da Cannabis sativa em campo. A metodologia foi modificada para microtubos de polipropileno com o reagente Fast Blue já adicionado, o solvente selecionado foi somente metanol, o qual será adicionado em campo com a droga em investigação. Para validação utilizou-se os parâmetros de linearidade com a construção de uma curva de calibração a partir da solução padrão de Cannabis sativa a 1% (m/v) na solução extratora (metanol), utilizando 1g de uma mistura de sumidades floridas e folhas, seca a temperatura ambiente; para os estudos de especificidade, foram utilizados exemplares secos de 24 espécies vegetais. Para o controle positivo utilizou-se amostras apreendidas pela Policial Civil do Estado de Santa Catarina, encaminhadas à perícia e previamente identificadas utilizando o Procedimento Operacional Padrão preconizado pelo Instituto de Análises Forenses do Instituto Geral de Pericias de Santa Catarina.Para avaliação do limite de detecção, a amostra padrão - sumidades floridas e folhas -foi reduzida em 1/2 sucessivamente e posteriormente testadas, até que fosse obtida a maior diluição com resposta visual ao método. O teste foi acompanhado do teste branco. Para estudo da repetibilidade, as amostras (padrão e frutos de apreensão) foram avaliadas por diferentes parâmetros. Os resultados mostraram um método linear apresentando um R2 de 0,9938. No quesito especificidade algumas plantas secas apresentaram resultado positivo para o teste de coloração, como a pata de vaca (Bauhinia forficata), unha de gato (Uncaria tomentosa), marcela (Achyrocline satureioides), espinheira santa (Maytenus ilicifolia), boldo (Peumus boldus) e abacateiro (Persea americana). O limite de detecção do método se mostrou eficaz pois a menor quantidade visível no microtubo já apresenta resultado positivo. A precisão apresentou CV menor que 5%. Desta forma é possível sugerir um método eficaz na quantificação da droga em campo, pois torna-se viável pela utilização do metanol como solvente e adequado pela sua praticidade no uso do microtubo. Os resultados da especificidade devem ser levados em conta, porém as questões de realidade encontradas nas apreensões levam a diferenciação do que pode ser droga e o que pode ser plantas comuns de uso alimentício.

 

Palavras-chave: Maconha. Canabis sativa. Validação.

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ISSN: 2317-9791

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