PERFIL EPDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM HIV DE UMA CIDADE NO MEIO OESTE DO ESTADO DE SANTA CATARINA NO ANO DE 2017

Maria Eduarda Schons, Emyr Hiago Bellaver

Resumo


A infecção pelo HIV e a aids fazem parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças e, portanto, na ocorrência destes casos às autoridades em saúde devem ser reportadas. Cerca de 194 mil novos casos de infecção pelo HIV foram notificados entre os anos de 2007 à 2017 no Brasil, sendo que 15,6%, ou seja, 30.297 casos foram registrados na região Sul que detém 20,1% do total de casos de aids do país com uma razão de 17 homens para cada dez mulheres. O perfil dos pacientes notificados com HIV no país, no período de 2007 à 2017, mostrou prevalência do número de casos entre as faixas etárias de 20 a 34 anos transitando entre os diversos graus de escolaridade, variando de 27,1% para os que dizem ter ensino médio completo à 1,7% para os analfabetos. Objetivou-se neste trabalho relatar o perfil epidemiológico de pacientes vivendo com HIV em Santa Cecília- SC durante o ano de 2017, para tal, utilizou-se dados registrados no sistema DATASUS e Sinan, fornecidos pela Secretaria de Saúde do município, a identificação dos pacientes não fez parte da coleta de dados, o que garante total anonimato. Foram apuradas 32 notificações de pacientes vivendo com HIV no município em 2017 e, deste total, 56,25% eram do gênero masculino numa faixa etária entre 17 e 56 anos de idade sendo que 37,5% deste vivem com aids. Para as mulheres a mediana de idade foi de 44 anos, oscilando entre 22 a 56 anos e, apenas 28,5% desta amostra vive com aids o que representa uma diferença de 24% em relação ao gênero masculino. Em relação a escolaridade, observou-se que 12,5% eram analfabetos e 43,75% estudaram entre o quarto e sétimo ano do ensino fundamental. A via de contato sexual correspondeu a 99% das formas de contágio do vírus enquanto 1% deu-se pela via vertical. Todos os pacientes encontravam-se em tratamento quimioterápico, 46,8% possuem cargas virais indetectáveis e dois foram a óbito no ano da pesquisa. Ambos os dados vão de acordo com a atualização do boletim epidemiológico de HIV/adis do ano de 2017. É importante salientar que a subnotificação de casos no Sistema de Agravo e Notificações afeta significativamente a resposta no HIV/aids, uma vez que permanecem desconhecidas informações importantes como o número total de casos, comportamentos, vulnerabilidade, dentre outros, levando ao insucesso dos programas em estratégia da saúde para diminuição e controle do surgimento de novos casos.

 

Palavras-chave: HIV. AIDS. Epidemiologia do HIV. Santa Catarina.


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ISSN: 2317-9791

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