SÍNDROME DA FRAGILIDADE EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Fabiano Francio, Matheus Santos Gomes Jorge, Bruna da Silva Pavan, Lia Mara Wibelinger, Marlene Doring, Marilene Rodrigues Portella

Resumo


Introdução: A síndrome da fragilidade é caracterizada pela perda de peso involuntária, fadiga, fraqueza muscular, lentidão da velocidade da marcha e baixo nível de atividade física. Associa-se a efeitos negativos sobre a saúde de idosos, especialmente os institucionalizados. Objetivo: Identificar a síndrome da fragilidade em idosos institucionalizados. Métodos: Estudo transversal de base populacional com idosos residentes em 16 instituições de longa permanência para idosos em municípios do norte do Rio Grande do Sul, cujos mesmos foram avaliados por meio de um questionário, considerando-se dados de identificação, variáveis sociodemográficas, estado cognitivo, variáveis antropométricas, condições de fragilidade e condições de saúde. Realizou-se análise descritiva dos dados, para verificar associação entre variáveis categóricas e utilizou-se o teste Qui-Quadrado, adotando-se como estatisticamente significativo um valor de p≤0,05. Resultados: A amostra foi composta por 171 idosos (78,83±9,14 anos). Cerca de 34,50% apresentaram perda de peso involuntária (4,32±4,16 kg), 25,7% apresentaram “Esforços para realizar as tarefas” e 28,1% apresentaram “Impossibilidade para realizar as tarefas”. A força média de preensão palmar foi de 11,72±8,68 kgf na mão direita e 10,30±8,17 kgf na mão esquerda e a velocidade média da marcha foi de 24,37±21,57 segundos. Os problemas de saúde mais prevalentes foram a hipertensão arterial sistêmica, sarcopenia, depressão e demência. Na análise do qui-quadrado a fragilidade associou-se ao sexo feminino, ao declínio cognitivo, à sarcopenia e à doença pulmonar (p<0,05). Conclusão: A maioria dos idosos era pré-frágil e as variáveis relacionadas à fragilidade foram sexo, declínio cognitivo, risco de sarcopenia e a doença pulmonar.

Palavras-chave


Idoso fragilizado; Instituição de longa permanência para idosos; Doença crônica; Perfil de saúde

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DOI: https://doi.org/10.33362/ries.v9i1.1745

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