Estudos curriculares à luz da epistemologia da complexidade
Curriculum studies in light of the epistemology of complexity
DOI:
https://doi.org/10.33362/professare.v14i2.4031Palavras-chave:
Currículo, Epistemologia da complexidade, Estudos Curriculares, Educação, Formação humanaResumo
O artigo analisa os estudos curriculares à luz da epistemologia da complexidade, tomando como referência Edgar Morin e autores clássicos e contemporâneos do campo curricular. Parte-se da compreensão de que o currículo não é neutro nem meramente técnico, mas um fenômeno social, histórico, político e epistemológico, atravessado por relações de poder e contextos socioculturais. Resultado de pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, o texto problematiza os limites dos referenciais curriculares tradicionais, marcados pela fragmentação disciplinar, pela linearidade e pela racionalidade instrumental, apontando sua insuficiência diante de uma sociedade complexa, plural e permeada pela incerteza. Em contraposição, discute-se a epistemologia da complexidade como referencial capaz de integrar saberes, superar dicotomias e reconhecer a interdependência entre sujeitos, conhecimentos e contextos educativos. Abordam-se princípios do pensamento complexo — dialógica, recursividade e princípio hologramático — e suas implicações pedagógicas, com destaque para a interdisciplinaridade, a centralidade das experiências educativas, a reconfiguração da avaliação e a formação docente reflexiva. Conclui-se que a epistemologia da complexidade favorece currículos mais abertos, contextualizados e comprometidos com a formação integral, indicando desafios e possibilidades para a renovação dos estudos curriculares.
Palavras-chave: Currículo. Epistemologia da complexidade. Estudos Curriculares. Educação. Formação humana.
Abstract: This article analyzes curriculum studies in light of the epistemology of complexity, taking as a reference Edgar Morin and classic and contemporary authors in the field of curriculum. The starting point is to understand that the curriculum is neither neutral nor merely technical; instead, it is a social, historical, political, and epistemological phenomenon, traversed by power relations and sociocultural contexts. Resulting from qualitative bibliographic research, the article problematizes the limitations of traditional curricular frameworks, marked by disciplinary fragmentation, linearity, and instrumental rationality, which point out their inadequacy in the face of a complex, plural society permeated by uncertainty. In contrast, the epistemology of complexity is discussed as a framework capable of integrating knowledge, overcoming dichotomies, and recognizing the interdependence between subjects, knowledge, and educational contexts. It addresses principles of complex thought—dialogic dimension, recursiveness, and the hologrammatic principle—and their pedagogical implications, whose highlights are interdisciplinarity, the centrality of educational experiences, the reconfiguration of assessment, and reflective teacher training. It can be concluded that the epistemology of complexity fosters more open, contextualized curricula committed to holistic education by suggesting challenges and possibilities for the renewal of curriculum studies.
Keywords: Curriculum. Epistemology of complexity. Curriculum studies. Education. Human formation.
Resumen: Este artículo analiza los estudios curriculares a la luz de la epistemología de la complejidad, tomando como referencia a Edgar Morin y autores clásicos y contemporáneos en el campo del currículo. Parte de la comprensión de que el currículo no es neutral ni meramente técnico, sino un fenómeno social, histórico, político y epistemológico, atravesado por relaciones de poder y contextos socioculturales. A partir de una investigación bibliográfica cualitativa, el artículo problematiza las limitaciones de los marcos curriculares tradicionales, marcados por la fragmentación disciplinaria, la linealidad y la racionalidad instrumental, señalando su insuficiencia ante una sociedad compleja, plural e incierta. En contraste, discute la epistemología de la complejidad como un marco capaz de integrar conocimientos, superar dicotomías y reconocer la interdependencia entre sujetos, conocimientos y contextos educativos. Aborda los principios del pensamiento complejo —dialógica, recursividad y el principio holográfico— y sus implicaciones pedagógicas, destacando la interdisciplinariedad, la centralidad de las experiencias educativas, la reconfiguración de la evaluación y la formación reflexiva del profesorado. Se puede concluir que la epistemología de la complejidad favorece currículos más abiertos, contextualizados y comprometidos con la educación holística, indicando desafíos y posibilidades para la renovación de los estudios curriculares.
Palabras clave: Currículo. Epistemología de la complejidad. Estudios Curriculares. Educación. Formación humana.
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