MORTALIDADE POR ZOONOSES DE ACOMETIMENTO RESPIRATÓRIO EM MINAS GERAIS, BRASIL, 2010 A 2019

Autores

  • Isabela Fernandes Coelho Cunha Graduanda de Medicina e membro do grupo de pesquisa CNPq Ciência, Saúde e Sociedade, Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
  • Nícolas Emanuel Oliveira Reis Graduando de Medicina e membro do grupo de pesquisa CNPq Ciência, Saúde e Sociedade, Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
  • Larissa da Silva Torres França Graduanda de Medicina e membro do grupo de pesquisa CNPq Ciência, Saúde e Sociedade, Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
  • Gabriela Sousa Leandro Graduanda de Medicina e membro do grupo de pesquisa CNPq Ciência, Saúde e Sociedade, Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares
  • Waneska Alexandra Alves Departamento de Medicina e Líder do grupo de pesquisa CNPq Ciência, Saúde e Sociedade, Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares

Palavras-chave:

Doenças respiratórias infecciosas, Zoonoses, Mortalidade

Resumo

Introdução: As zoonoses representam um importante problema de saúde pública mundial. Conhecer a morbimortalidade em seres humanos causados por esses microrganismos é fundamental ao enfrentamento de emergências epidemiológicas. Objetivo: Estudar os registos de óbitos de em Minas Gerais, Brasil, por doenças respiratórias infecciosas cuja causa básica de morte tenha sido um microrganismo zoonótico. Metodologia: Conduziu-se estudo descritivo com dados secundários, não nominais e de domínio público disponibilizados pelo Ministério da Saúde. A fonte de dados foi o Sistema de Informação sobre Mortalidade. Utilizaram-se, para a análise dos dados, métodos de estatística e epidemiologia descritiva. Resultados e discussão: Foram identificados 243 óbitos (0,3% do total) por doenças zoonóticas de acometimento respiratório. A taxa de mortalidade específica (por um milhão de habitantes) variou de 0,4 (2011) a 3,8 óbitos (2016). Os vírus representaram os agentes mais expressivos (80,2%). Do total de óbitos, 56,0% foram do sexo masculino, 39,1% com idade entre 45-59 anos e 52,7% foram pessoas brancas. Apenas 50,2% foram investigados. Considerações finais: O delineamento descritivo, o uso de dados secundários e a escassez de estudos científicos sobre epidemiologia de zoonoses representaram as principais limitações desse estudo. Estudos ecoepidemiológicos sobre agentes zoonóticos são cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas e o enfrentamento de endemias e epidemias.

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Publicado

2021-11-19

Edição

Seção

VI Simposio Internacional, Ciência, Saúde e Território