SÍNDROME DA FRAGILIDADE EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Autores

  • Fabiano Francio Fisioterapeuta, Mestre em Envelhecimento Humano, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Universidade de Passo Fundo
  • Matheus Santos Gomes Jorge Fisioterapeuta, Pós-graduando do Curso de Especialização em Fisioterapia Traumato-ortopédica e mestrando do Programa de Pós-graduação em Envelhecimento Humano, Universidade de Passo Fundo
  • Bruna da Silva Pavan Enfermeira, Especialista em Docência no Ensino Técnico e mestranda do Programa de Pós-graduação em Envelhecimento Humano, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Universidade de Passo Fundo, bolsista UPF
  • Lia Mara Wibelinger Doutora em Gerontologia Biomédica pela Pontifícia Universidade Católica/RS. Docente do Curso de Fisioterapia e do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Universidade de Passo Fundo
  • Marlene Doring Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo
  • Marilene Rodrigues Portella

DOI:

https://doi.org/10.33362/ries.v9i1.1745

Palavras-chave:

Idoso fragilizado, Instituição de longa permanência para idosos, Doença crônica, Perfil de saúde

Resumo

Introdução: A síndrome da fragilidade é caracterizada pela perda de peso involuntária, fadiga, fraqueza muscular, lentidão da velocidade da marcha e baixo nível de atividade física. Associa-se a efeitos negativos sobre a saúde de idosos, especialmente os institucionalizados. Objetivo: Identificar a síndrome da fragilidade em idosos institucionalizados. Métodos: Estudo transversal de base populacional com idosos residentes em 16 instituições de longa permanência para idosos em municípios do norte do Rio Grande do Sul, cujos mesmos foram avaliados por meio de um questionário, considerando-se dados de identificação, variáveis sociodemográficas, estado cognitivo, variáveis antropométricas, condições de fragilidade e condições de saúde. Realizou-se análise descritiva dos dados, para verificar associação entre variáveis categóricas e utilizou-se o teste Qui-Quadrado, adotando-se como estatisticamente significativo um valor de p≤0,05. Resultados: A amostra foi composta por 171 idosos (78,83±9,14 anos). Cerca de 34,50% apresentaram perda de peso involuntária (4,32±4,16 kg), 25,7% apresentaram “Esforços para realizar as tarefas” e 28,1% apresentaram “Impossibilidade para realizar as tarefas”. A força média de preensão palmar foi de 11,72±8,68 kgf na mão direita e 10,30±8,17 kgf na mão esquerda e a velocidade média da marcha foi de 24,37±21,57 segundos. Os problemas de saúde mais prevalentes foram a hipertensão arterial sistêmica, sarcopenia, depressão e demência. Na análise do qui-quadrado a fragilidade associou-se ao sexo feminino, ao declínio cognitivo, à sarcopenia e à doença pulmonar (p<0,05). Conclusão: A maioria dos idosos era pré-frágil e as variáveis relacionadas à fragilidade foram sexo, declínio cognitivo, risco de sarcopenia e a doença pulmonar.

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Publicado

2020-04-29

Edição

Seção

Estudos Interdisciplinares em Saúde