GLIFOSATO NAS PORTARIAS DE POTABILIDADE DA ÁGUA DOS DEZ PAÍSES MAIS CONSUMIDORES DE AGROTÓXICOS

GLIFOSATO NAS PORTARIAS DE POTABILIDADE DA ÁGUA

Autores

  • Dinoraide Mota de Oliveira Programa de Pós Graduação Ambiente e Saúde, Universidade do Planalto Catarinense
  • Lenita Agostinetto Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Saúde na Universidade do Planalto Catarinense
  • Ana Emilia Siegloch Universidade do Planalto Catarinense

Resumo

Glifosato foi o agrotóxico mais vendido em 2019 no Brasil para uso agrícola, e caso manejado de forma inadequada pode contaminar os recursos hídricos. Assim, o objetivo foi comparar os valores máximos permitidos (VMP) de glifosato nas portarias de potabilidade da água dos dez países mais consumidores de agrotóxicos a nível mundial. Trata-se de um estudo descritivo e documental, com abordagem quantitativa e coleta de dados em portarias de potabilidade da água para consumo humano, disponibilizadas em sites oficiais governamentais do Brasil, Estados Unidos, China, Japão, França, Alemanha, Canadá, Argentina, Índia e Itália. Para a busca das portarias e documentos oficiais foi usado as palavras chaves em inglês, sendo elas: drinking, water, legislation and pesticide, acompanhadas do país, sendo extraídos os VMP do glifosato de cada portaria. Foi possível verificar que o glifosato consta nas portarias de potabilidade da água do Brasil, Canadá, China, EUA, Japão e União Europeia com VMP variando entre 0,1µg/L na portaria da União Europeia e 2000µg/L no Japão. A portaria brasileira permite 500µg/L, uma quantidade 5.000 vezes maior de glifosato na água potável quando comparado à União Europeia e 1,8 vezes quando comparado ao Canadá, por outro lado o valor é quatro vezes menor que o valor permitido no Japão. Assim, é necessária uma unificação dos valores máximos permitidos de glifosato na água de consumo humano a nível global, preferencialmente adotando-se baixos valores como o da União Europeia, visto os problemas de saúde que podem ser acometidos pelo ingrediente ativo.

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2021-11-19 — Atualizado em 2021-11-23

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VI Simposio Internacional, Ciência, Saúde e Território