A EVIDENCIAÇÃO DA INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL NO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DAS EMPRESAS DO SETOR ELÉTRICO

Autores

  • Carlos Eduardo de Oliveira Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
  • Carine Vieira Franco Silva Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
  • Érika Monteiro de Souza Alves Dias Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
  • Davy Antonio da Silva Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

DOI:

https://doi.org/10.33362/visao.v9i1.2201

Palavras-chave:

Evidenciação. Inovação Organizacional. Relatório da Administração. Setor Elétrico.

Resumo

Pode-se considerar relevante que uma empresa elabore e apresente, aos usuários de suas informações, o seu Planejamento Estratégico. Complementar ao planejamento, ter um controle gerencial e inovador, visando o futuro, é importante. A realização de Inovações Organizacionais pode contribuir para a dinâmica da gestão empresarial, além de possibilitar impactos favoráveis nos resultados financeiros. Considerando-se a relevância do setor elétrico para o país, bem como a evidenciação das informações aos stakeholders, esta pesquisa descritiva, com abordagem quantitativa, verificou a incidência da Inovação Organizacional (IO) no Planejamento Estratégico das empresas do setor elétrico, presentes no Nível 1 de Governança Corporativa da BM&F Bovespa. A coleta de dados foi realizada por meio dos Relatórios da Administração (RA), a partir do ano de 2006, pela perspectiva da Lei do Bem (Lei n° 11.196/2005) até o ano de 2016. Analisando-se os principais resultados, confirmou-se que todas as empresas evidenciam as principais práticas de IO e Planejamento Estratégico relacionadas à Lei do Bem, com base na hipótese destacada nesta pesquisa, as empresas do setor elétrico apresentam informações acerca da IO em seus Planejamentos Estratégicos, mas apenas quatro empresas no ano de 2006 e 2007 que não apresentaram alguns itens acerca da IO.

Palavras-Chave: Evidenciação. Inovação Organizacional. Relatório da Administração. Setor Elétrico.

 

THE EVIDENCE OF ORGANIZATIONAL INNOVATION IN THE STRATEGIC PLANNING OF COMPANIES IN THE ELECTRIC SECTOR

Abstract: It can be considered relevant that a company elaborates and presents, to the users of its information, its Strategic Planning. Complementing the planning, having a managerial and innovative control, aiming at the future, is important. The realization of Organizational Innovations can contribute to the dynamics of business management, in addition to enabling favorable impacts on financial results. Considering the relevance of the electric sector to the country, as well as the disclosure of the information to the stakeholders, this descriptive research, with a quantitative approach, verified the incidence of Organizational Innovation (IO) in the Strategic Planning of companies in the electric sector, 1 of Corporate Governance of BM&F Bovespa. Data collection was performed through the Administration Reports (RA), starting in 2006, by the perspective of the Law of Good (Law n ° 11,196 / 2005) until 2016. Analyzing the main results, It was confirmed that all companies show the main IO and Strategic Planning related to the Law of Good, based on the hypothesis highlighted in this research, companies in the electric sector present information about IO in their Strategic Planning, but only four companies in the year 2006 and 2007 that did not present some items about IO.

Keywords: Disclosure. Organizational Innovation. Management Report. Electrical Sector.

Biografia do Autor

Carlos Eduardo de Oliveira, Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Doutor em Economia (IE/UFU), Mestre em Engenharia de Produção (FEB/UNESP), Graduado em Ciências Contábeis (ITE). Docente da FACES/UFU. Docente da FACES/UFU.

Carine Vieira Franco Silva, Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Graduada em Ciências Contábeis pela FACES/UFU.

Érika Monteiro de Souza Alves Dias, Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Doutora em Engenharia de Produção pela USP. Docente da FACES/UFU.

Davy Antonio da Silva, Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Mestre em Ciências Contábeis pela UFMG. Docente da FACES/UFU.

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Publicado

2020-07-26

Edição

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Artigos